O Instagram está preparando mudanças importantes em sua estratégia de vídeos. A plataforma da Meta começou a testar publicações com duração de até 90 minutos e trabalha em recursos que permitirão assistir a Reels e outros conteúdos diretamente na Apple TV.
As novidades fazem parte dos esforços da rede social para ampliar sua presença no mercado de vídeos longos e competir com o YouTube. Por enquanto, os testes estão limitados a um pequeno grupo de criadores nos Estados Unidos.
Instagram quer apostar em vídeos mais longos
A nova proposta permitirá que criadores publiquem vídeos horizontais com duração maior do que a tradicionalmente associada ao Instagram. Além disso, será possível compartilhar trechos desses conteúdos em Reels, ajudando a atrair espectadores para os vídeos completos.
A estratégia combina formatos curtos e longos: enquanto os Reels podem funcionar como uma porta de entrada para novos públicos, os vídeos mais extensos oferecem espaço para entrevistas, programas, comentários, documentários e outros tipos de produção.
A plataforma também pretende ampliar a descoberta de transmissões ao vivo, permitindo que elas apareçam na aba Reels e sejam encontradas por pessoas que ainda não seguem o criador responsável pela transmissão.
Instagram prepara recursos para assistir na televisão
Outra novidade em desenvolvimento é a possibilidade de assistir a conteúdos do Instagram na Apple TV. A empresa também trabalha em um recurso que permitirá utilizar o celular como controle remoto para reproduzir vídeos na televisão.
A iniciativa pode ampliar as possibilidades de consumo dos conteúdos publicados na plataforma, aproximando a experiência do Instagram daquela oferecida por serviços tradicionalmente voltados ao vídeo.
Caso os recursos sejam disponibilizados de forma mais ampla, os criadores poderão alcançar espectadores em diferentes dispositivos, sem depender exclusivamente da tela do celular.
Adam Mosseri explica a mudança de estratégia
O anúncio foi feito nesta segunda-feira em um vídeo publicado pelo chefe do Instagram, Adam Mosseri, ao lado de Tessa Lyons, vice-presidente de produto da plataforma.
Mosseri explicou que, durante muito tempo, foi contrário à ideia de investir em vídeos longos. Sua preocupação era que a rede social deixasse de priorizar uma de suas principais características: a conexão entre amigos.
“Como podemos garantir que o Instagram continue sendo não apenas sobre entretenimento, mas também sobre conectar amigos?”, questionou o executivo ao comentar suas preocupações anteriores.
Agora, porém, Mosseri acredita que a plataforma precisa apostar também nesse formato para acompanhar as mudanças no consumo de conteúdo digital e ampliar as possibilidades oferecidas aos criadores.
Criadores ainda não terão divisão de receita como no YouTube
Apesar das novidades, o Instagram não planeja implementar, neste momento, um programa de divisão de receita publicitária semelhante ao do YouTube.
Segundo a empresa, ainda é cedo para definir um modelo de monetização de longo prazo para os vídeos mais extensos. Mesmo assim, estão sendo estudadas alternativas para ajudar os criadores a ganhar dinheiro por meio de parcerias com marcas, apoio dos fãs e incentivos vinculados ao desempenho dos conteúdos.
A ausência de um programa de divisão de receita não significa que os criadores ficarão sem opções de monetização, mas indica que a plataforma ainda está avaliando como estruturar esse mercado.
Instagram quer disputar espaço com o YouTube
Com vídeos de até 90 minutos, recursos para televisão e novas formas de descoberta de transmissões ao vivo, o Instagram demonstra interesse em ampliar sua atuação para além dos conteúdos rápidos.
A estratégia poderá beneficiar criadores que desejam produzir materiais mais completos e alcançar públicos em diferentes formatos. Entretanto, ainda não há confirmação de quando as novidades estarão disponíveis para todos os usuários.
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